Corrupção Ativa

Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei 10763, de 12.11.2003) Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional.

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27 de abril de 2011

Brasil tem um milhão de abortos clandestinos por ano


BRASÍLIA - Relatório da Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira estima que 19 milhões de abortos clandestinos serão realizados no mundo este ano, provocando a morte de 70 mil mulheres, além de deixar seqüelas em milhares de outras. O estudo diz que mais de 96% das gestantes que perdem a vida ou sofrem danos à saude por causa de abortos inseguros vivem nos países mais pobres do planeta, a maioria na África.

De acordo com a federação, o Brasil é responsável por um milhão de interrupções de gravidez de forma insegura a cada ano e, segundo a ex-coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde Maria José Araújo, os abortos ilegais são responsáveis pela morte de 180 a 360 mulheres por ano no país.

O relatório "Morte e Negação: Abortamento Inseguro e Pobreza" diz que 500 mil mulheres morrem anualmente por problemas ligados à maternidade, a maior parte em países em desenvolvimento. O total de óbitos decorrentes de abortos clandestinos, portanto, representa 13% do total. No Brasil, as mulheres pobres, jovens e nordestinas são mais vulneráveis aos abortos inseguros. No ano passado, a média diária foi de 686 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento de complicações pós-aborto. O estudo diz que a população pobre é principal vítima porque não tem acesso a clínicas particulares nem remédios abortivos de menor risco do que práticas medievais como a introdução de agulhas de tricô que perfuram o útero, atingindo muitas vezes a bexiga ou o intestino da gestante. "O abortamento inseguro atinge, de maneira desproporcional, as mulheres mais pobres nos países onde ocorre", diz o texto.

O estudo revela que a média brasileira no ano passado foi de 2,07 abortos induzidos por grupo de 100 mulheres. O problema é mais grave na Região Nordeste, onde a taxa é de 2,73, maior que a média nacional. A Região Sul foi a que apresentou a menor taxa, de 1,28 por 100 mulheres. O relatório aponta o Nordeste como uma das regiões de menor poder econômico, onde as mulheres têm menos acesso aos serviços de saúde e que concentra as maiores taxas de analfabetismo, de 18%.

Aborto clandestino é a quarta causa de morte materna no Brasil
Segundo o relatório, 46 milhões de abortos intencionais são realizados no mundo a cada ano, dos quais 78% em países em desenvolvimento e 22% em países desenvolvidos. Outros 31 milhões de gestações são interrompidas espontaneamente ou resultam em fetos natimortos. Ou seja, 77 milhões de bebês deixam de nascer por causas naturais ou induzidas. Ao todo, 211 milhões de mulheres engravidam por ano, das quais 87 milhões de forma involuntária. A América Latina concentra 17% dos casos de aborto mundiais, atrás apenas da África, que responde por 58%.

Os abortos clandestinos são a quarta causa de morte materna no Brasil, segundo o estudo. Em 2006, 230.523 mulheres fizeram curetagens pós-aborto em hospitais do SUS. O procedimento é indicado tanto para mulheres que sofreram aborto espontâneo quanto para quem sofreu complicações decorrentes da interrupção induzida da gravidez.

A diretora da IPPF, Carmem Barroso, diz que as regiões Norte e Nordeste têm as maiores taxas de abortos clandestinos no Brasil. Ao comentar o fato de que o Brasil concentra no máximo 360 dos 70 mil óbitos mundiais causados por tentativas de aborto clandestino no mundo, segundo a estimativa divulgada pela federação, Carmem afirmou que nenhuma mulher morreria ao abortar, caso tivesse acesso a métodos seguros.


Gente, a coisa ta feia e do jeito que jogar crianças da janela, abortar, e jogar recen nascidos no lixo ta virando moda ou pior já virou moda, já já vira esporte olimpico, e não sei vcs, mas eu prefiro o brasil sem nenhuma medalha....

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